Câmara de FRG Planeja Gastar Mais de R$ 1,3 Milhão com Passagens, Cursos, Coffee Breaks e publicidade em 2026

A Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande incluiu no seu Plano de Contratações Anual (PCA) para 2026 uma previsão de R$ 1.366.000,00 em despesas com passagens, cursos, digitalização de documentos, publicidade e até coffee breaks.
Os valores estão descritos na Resolução nº 03/2025, assinada em 12 de setembro pela presidente Andreia Teodoro e pelo primeiro secretário, Professor Léo, e chamam atenção pela dimensão dos gastos planejados.
Uma das despesas que chamaram a atenção é o gastos com passagens. Conforme o documento, o legislativo pode gastar até R$ 400 mil com os deslocamentos, além, do pagamento de diárias que não está contabilizado. O documento não especifica destinos ou quantidade de viagens nem o modal pretendido.

Outros R$ 200 mil estão destinados a cursos e treinamentos, e segundo o plano, o valor está incluído em “Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação”, o que gera dúvida sobre a real natureza das capacitações previstas. O gasto deve ocorrer em fevereiro de 2026, indicando que as formações estão planejadas para o início do exercício.

Já para a digitalização de documentos, está planejado gastar cerca de R$ 200 mil com justificativa de que a medida pretende modernizar o acervo administrativo da Casa. Contudo, a iniciativa carrega um custo elevado e sem detalhamento técnico.
No plano também foram incluídos R$ 300 mil para publicidade institucional que seria para contratação de agência de publicidade e R$ 96 mil para publicações de atos em jornais. Os coffee breaks, servidos em eventos e sessões solenes, podem custar até R$ 170 mil, de acordo com plano.

Embora o PCA seja um instrumento obrigatório pela Lei Federal nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações) e tenha como objetivo dar transparência às contratações, o documento expõe uma previsão de despesas que ultrapassa R$ 1 milhão em áreas que nem sempre são essenciais ao funcionamento do Legislativo.
A falta de detalhamento sobre a execução dessas ações e o alto volume destinado a viagens e cursos reforçam a necessidade de maior controle público sobre os gastos e de justificativas claras por parte da Câmara.
Da Redação às 13h





