EDITORIAL | Um novo ano, a mesma responsabilidade: Fazenda Rio Grande e o desafio da mudança

O início de um novo ano sempre traz consigo expectativas, promessas e a sensação de recomeço. Em Fazenda Rio Grande, não é diferente. A virada do calendário reacende discursos sobre mudança política, renovação de práticas e esperança por uma gestão pública mais eficiente, transparente e conectada com as reais necessidades da população.

No entanto, é preciso ir além do simbolismo do “ano novo”. Mudança política não acontece apenas com desejos ou postagens otimistas. Ela se constrói com escolhas conscientes, acompanhamento constante e, principalmente, com responsabilização de quem foi eleito para representar o povo.

O poder público municipal é resultado direto do voto popular. Prefeito e vereadores não surgem por acaso: são escolhidos nas urnas. E é justamente por isso que a expectativa por um ano melhor precisa vir acompanhada de uma postura mais ativa da sociedade. Não basta esperar que decisões acertadas caiam do céu ou que a imprensa, sozinha, resolva os problemas históricos do município.

A imprensa seguirá cumprindo seu papel: informar, questionar, denunciar e dar voz aos fatos. Mas o verdadeiro termômetro da mudança será a capacidade da população de cobrar coerência, acompanhar o Legislativo, exigir fiscalização e não normalizar omissões. Ano após ano, discursos se repetem, enquanto práticas antigas seguem intactas — muitas vezes com o aval silencioso da própria sociedade.

Fazenda Rio Grande precisa decidir se 2025 será apenas mais um capítulo de expectativas frustradas ou o início de uma participação mais madura, crítica e consciente. Mudança política exige envolvimento, memória eleitoral e pressão constante sobre quem ocupa cargos públicos.

Que este novo ano não seja marcado apenas por promessas, mas por atitudes. Porque sem cobrança popular, não há renovação real. E sem participação, não existe mudança — apenas a repetição do que já se mostrou insuficiente.

Da Redação às 10h57

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