Servidores de Mandirituba criticam redução de adicional de insalubridade e podem abrir indicativo de greve

 Por Esleif Martins, via Folha de Mandirituba às 23h22

Um decreto polêmico da prefeitura de Mandirituba gerou críticas e revolta em servidores do município de Mandirituba, em especial os da saúde. O documento reduz o adicional de insalubridade dos servidores, que passou a ser 20% sobre o salário, para toda categoria. 

Luis Antônio Biscaia, prefeito de Mandirituba. Foto: Acervo pessoal

O decreto 901/2021, assinado no último dia 24 [de setembro], pelo prefeito Luis Antônio Biscaia, altera um decreto anterior, do ano de 2000, e determina adicional de insalubridade de 20%, para praticamente toda a classe, inclusive, da saúde municipal.

Decreto atual, reduzindo o adicional de insalubridade / Reprodução

De acordo com o decreto de 2000, do ex-prefeito Luiz Carlos Chimim Claudino, os servidores da área de saúde, com exceção dos daqueles que atuam na área de prevenção de saúde coletiva, tinham 40% de adicional de insalubridade. Com o novo decreto de Luis Antônio, passam a ter 20%, ou seja, o prefeito cortou pela metade. 

Decreto anterior, com insalubridade maior / Reprodução

A situação, segundo um servidor, gerou impasse e a abertura de indicativo de greve não é descartada. 

A Câmara de Vereadores ainda não se manifestou acerca do assunto. 

A reportagem tenta contato com a prefeitura e com a secretária de saúde, Daniele Santos, que já foi servidora comissionada em Fazenda Rio Grande antes de ser secretária de Mandirituba. 

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