OPINIÃO | Viadutos da BR-116 seguem no discurso enquanto obra não sai do papel em Fazenda Rio Grande

Imagem: AENPR / Reprodução

Anunciada, reapresentada e prometida em pelo menos três ou quatro eventos oficiais, a construção dos viadutos da BR-116 em Fazenda Rio Grande continua, até agora, restrita a discursos, fotos e solenidades. Na prática, a obra segue sem sair do papel, enquanto o trânsito no trecho só piora. Até agora, a obra não saiu do papel — continua no palanque político como uma peça de mostruário.

A mais recente “autorização de licitação” foi apresentada como avanço, porém a população já conhece esse roteiro. Entre papelada, editais, recursos e disputas administrativas, o início das obras ainda deve demorar. Enquanto isso, o trânsito no trecho segue colapsado e a paciência de quem passa pela rodovia se esgota.

Chama atenção também a disputa política em torno de quem seria o responsável pela obra. Prefeitura, governo estadual, federal, concessionária e até discursos contraditórios já dividiram o palco. Na prática, essa briga é irrelevante. O problema é estadual, o impacto é regional e a solução é do Governo do Paraná, que tem de assumir a responsabilidade.

A BR-116 é um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil, ligando o Paraná a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul. Transformar esse trecho urbano em um gargalo permanente é um retrato da falta de planejamento e da lentidão do poder público.

Enquanto autoridades disputam narrativa e paternidade da obra, motoristas enfrentam congestionamentos diários, acidentes e atrasos. Diante do caos instalado, brigar por crédito político é perda de tempo. A população não quer mais eventos, promessas ou placas de “obra futura”. Quer máquinas trabalhando — e não mais um projeto eternamente em anúncio.

Da Redação às 20h13

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